Os excessos repletos de vazio | Texto

Mais dinheiro. Mais carros. Mais roupas. Mais, mais, mais e mais. Parece que nunca estamos satisfeitos com o que temos.
Atualmente criamos uma necessidade de ter sempre mais e nem sempre precisamos daquilo que queremos. Acho que acabamos por perceber isso ao longo dos tempos. Esta ideia veio-me à mente depois de fazer uma limpeza geral no meu quarto.
Aproveitei para limpar o meu roupeiro e livrar-me de roupa que já não usava à muito tempo e até coisas que já me tinha esquecido que tinha. Porque compramos tanto e guardamos tanto?
Muitas das vezes as coisas que guardamos é maioritariamente coisas com ligação sentimental. Muitas das roupas que separei para dar têm histórias e situações que me fazem lembrar os meus tempos de adolescência e isso deixa algumas saudades (lol).
No entanto, eu não tenho espaço para guarda tudo (Graças a Deus-diria a minha mãe). Acabamos por guardar compulsivamente coisas que já nem precisamos. Uma das coisas que fiz enquanto separava a roupa foi perguntar-me: quando foi a última vez que vesti aquela peça. Se não me conseguia lembrar é porque foi à muito tempo. Outro aspeto que levei em conta foi o tamanho da roupa. Por exemplo tinha saias que usava quando tinha 15/16 anos e agora não me servem ou ficam curtas demais. Porquê guardar?  Outro pensamento que mantive foi: Se não usei até agora, se não me fez falta até agora é porque não preciso. E foi assim que me livrei de muitas peças que estavam acumuladas no meu roupeiro.
Criei espaço e adotei um novo mode de pensar. Quando for comprar roupa, em vez de agir por impulso, vou pensar se realmente preciso daquela peça, se vou usar e se me faz falta. Não só vou poupar dinheiro, como espaço no roupeiro e não vou andar a acumular coisas no roupeiro.
No outro dia vi uma youtuber (acho que foi a Inês Rochinha) que tem um pensamento muito útil para essas ocasiões. Se uma peça custa 20€ temos de usar 20x para realmente "fazer render" o preço. Isso leva-nos a pensar será que vamos usar mesmo as 20x? E assim podemos evitar comprar por impulso.

Por isso, e no meio de tanta palavra, certifiquem-se que não vivem rodeados de excessos. Que têm aquilo que realmente precisam para serem felizes. Acima de tudo procurem a felicidade não em coisas e objetos, mas em momentos, pessoas e nas pequenas coisas. Procurem o que realmente importa. No final de contas do que nos importa a quantidade de roupa, de sapatos, de maquilhagem, de relógios ou de carros? São esses excessos que nos vão trazer a verdadeira felicidade? Não se esqueçam que há excessos repletos de vazios... E será que os queremos na nossa vida?





XOXO


5 comentários

  1. Nice post, Dear!
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  2. Confesso que tenho alguma dificuldade em desfazer-me de coisas que me foram dadas pelas pessoas que amo. De resto sou muito racional, se não uso e não preciso, certamente que existirá alguém que vai usar ou precisar.

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  5. Tenho abraçado o minimalismo e foi a melhor decisão que tive. Prefiro pouco do que mt

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